Ecossistema português de scale-ups cresce duas vezes mais depressa que a média europeia
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Scale-ups: start-ups que resolvem desafios iniciais, identificam um modelo de negócio escalável e evoluem

Diversos meios têm mencionado, ao longo dos últimos anos, o notável caminho que Portugal, e particularmente Lisboa, tem percorrido transformando os seus problemas econômicos e financeiros em uma oportunidade para a nação se reinventar como hub global de start-ups.

“O ecossistema de start-ups em Portugal está crescendo duas vezes mais depressa que a média europeia.” – É a manchete do relatório divulgado na semana passada pelo SEP Monitor, intitulado “Portugal Rising”. Lisboa tem a maior concentração da atividade no país, representando 40% das scale-ups e reunindo 65% dos fundos totais disponibilizados para start-ups portuguesas.

“É interessante notar que os investidores internacionais estão desempenhando um papel central no ecossistema português. 62% do capital disponível para start-ups – em 86% das rondas em fase avançada – vem do exterior.” – Afirmou Ricardo Marvão, cofundador e diretor de Projetos Globais na Beta-i, em comentário aos destaques do relatório.

Não poderá haver validação mais forte de que o movimentado ecossistema de start-ups se encontra prosperando. Marvão continuou:

“Acredito que embora a crise [financeira] tenha sido prejudicial para Portugal, a mesma deu um impressionante impulso à sua cena empresarial e forçou a nova geração a criar o seu próprio emprego.”

E são diversos os fatores favoráveis que têm contribuído para tal. Se destaca uma mão de obra que domina o Inglês, que tem formação técnica e avançada, e uma baixa burn rate – o que tem levado a que um número crescente de fundadores de start-ups escolha Lisboa como a sua base. O clima solarengo todo o ano e a elevada qualidade de vida também podem ter algo a ver com isso.

“O ecossistema português tem os ingredientes certos para prosperar no futuro.” – Avançou David Roldan (Google Cloud).

Na realidade não é fácil encontrar alguém na indústria de start-ups que não tenha noção do estatuto de Lisboa – nomeadamente graças ao Web Summit, o evento que a Forbes considerou a melhor conferência de tecnologia do planeta e que se instalou na capital portuguesa no ano passado. O evento atraiu mais de 53.000 pessoas de todo o mundo e reuniu mais de 175 milhões de euros de receita para a cidade – e se estima que alcance maiores proporções na edição prevista para novembro deste ano.

Ao longo dos últimos anos apareceram dezenas de incubadoras, aceleradoras, hubs, espaços de coworking e boot camps em Lisboa – e até mesmo as universidades de topo, como o Instituto Superior Técnico, alteraram os seus currículos para priorizar o empreendedorismo.

“Muito mudou nos últimos anos quanto à forma como o empreendedorismo é visto pelos portugueses, mas ainda temos muito trabalho [pela frente] para aumentar o número daqueles que decidem começar um novo e inovador negócio.” – Explicou António Lucena de Faria, fundador da Fábrica de Start-ups, uma aceleradora com quatro anos que gere boot camps para aspirantes a fundadores de start-ups, incluindo candidatos do Brasil, Macau e outros países de língua oficial portuguesa.

João Vasconcelos, Secretário de Estado da Indústria de Portugal, avançou que metade dos novos empregos criados no país surge de empresas com menos de cinco anos. Vasconcelos avançou que essa notícia – bem como a notícia da Mercedes pretender abrir um hub digital em Lisboa (planeando a contratação de mais de 300 pessoas) – é importante para reduzir a fuga de cérebros e atrair alguns dos maiores talentos que deixaram Portugal aquando da crise financeira.

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