A razão pela qual a Facebook deve ser dividida em várias empresas
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Shira Ovide, colunista do Bloomberg, explica por que razão a Facebook, Google e Amazon começam dificultando o desenvolvimento da indústria de tecnologia

Nas últimas semanas têm sido partilhadas peças provocadoras sobre gigantes de tecnologia que cresceram para monopólios e que deveriam, talvez, ser divididas em empresas menores como a antiga AT&T.

Reações dessas a monopólios não são um novo fenômeno para o mundo da tecnologia. Basta perguntar à Google. Contudo, esta última rodada de peças tem sido diferente.

Por um lado, não surge apenas dos habituais neuróticos anti-empresas. Indivíduos de Silicon Valley se encontram entre aqueles que estão preocupados com a possibilidade de algumas empresas se terem tornado demasiado grandes para o próprio bem da indústria. E não é apenas uma titã de tecnologia que as pessoas temem – são três: Google (NASDAQ: Alphabet Class A [GOOGL]), Facebook (NASDAQ: Facebook [FB]) e Amazon (NASDAQ: Amazon.com [AMZN]) ao mesmo tempo.

O domínio das titãs da tecnologia é uma questão incontornável em Silicon Valley e parece que ninguém está imune a receios de atropelamento. “Enquanto pequena empresa em relação às gigantes de tecnologia (...) não é negociável que tenhamos de nos mexer realmente depressa (...) ou de outra forma seremos eliminadas.” – Afirmou o CEO da Pinterest em um recente episódio do podcast Decrypted da Bloomberg. E a Pinterest não é uma pequena start-up mas uma empresa avaliada em 11 bilhões de dólares. O poder das gigantes de tecnologia é também demasiado até para uma empresa grande.

Um conceito apreciado nos círculos de tecnologia é a Teoria da Agregação de Ben Thompson, que estabelece por que razão as grandes empresas de tecnologia tendem a se tornar ainda maiores – embora de forma diferente de um monopólio desagradável que utiliza o seu poder para forçar o aumento dos preços. As pessoas não pagam nada à Google, empresa-mãe da Alphabet, ou à Facebook, logo não há subida de preços. Os preços dos produtos da Amazon poderão descer, não subir, e as compras são convenientes. As pessoas gostam de utilizar o Google, o Facebook e a Amazon. As gigantes de tecnologia têm monopólios por escolha popular.

Isso não significa que o seu domínio não possa causar estragos. Um produto que não esteja à venda na Amazon – ou que não esteja disponível para envio gratuito para clientes Prime – é como se não existisse. Se gravar um vídeo e os algoritmos da Google e Facebook não lhe derem proeminência, o mesmo será invisível. A Facebook está aproveitando os seus quase 2 bilhões de usuários e um exército de programadores para tentar assassinar a Snapchat.

Uma das mais interessantes peças sobre tecnologia publicadas este ano surge de uma fonte improvável: o Yale Law Journal. O artigo de janeiro argumentou que a doutrina jurídica norte-americana se tornou demasiado focada nos preços de consumo mais elevados como prova do poder dos monopólios e, portanto, está mal equipada para lidar com as superpotências da tecnologia de hoje.

A ideia é que esses efeitos de rede – a crescente utilidade de um serviço online à medida que ganha mais usuários, dados de consumidores e fornecedores – poderão ser tão prejudiciais como o aumento dos preços nos supermercados. Se torna claro que os temores quanto às empresas de tecnologia demasiado poderosas para cair estão aumentando.

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