Fotos mostram naves espaciais soviéticas abandonadas
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… Se destacando que é proibido o acesso às estruturas onde as naves se encontram

O fotógrafo David de Rueda nunca teve receio de se aventurar por território inexplorado. A sua fotografia já o levou a explorar estações de radar, centrais de eletricidade e fábricas abandonadas — e o levou também a duas relíquias da corrida espacial soviética.

As duas naves, ambas parte do projeto Buran (buran significa “forte tempestade de neve” em russo), se encontram no Cosmódromo de Baikonur no Cazaquistão. Em tempos parte de planos da URSS de levar a Guerra Fria “para o espaço”, as naves — projetadas de forma semelhante às naves espaciais da NASA — tinham como objetivo o transporte de carga para o espaço.

Há cerca de 30 anos que estão paradas — intocadas e abandonadas. Quando de Rueda documentou pela primeira vez os hangares que abrigam as naves em 2015 ficou impressionado.

“A primeira viagem foi uma aventura, não imaginei que voltasse a fazê-la.” — Avançou ao Business Insider. “Porém, quase um ano depois, voltei. Desta vez o plano passava por explorar um segundo hangar, com o Energia-M, protótipo de um foguetão. Tal significava passar mais tempo no local.”

Embora não fosse a sua primeira vez entrando nos hangares, de Rueda avançou que não foi fácil. “É proibido o acesso às estruturas abandonadas.” — Afirmou. Espreite as suas fotos.

Só o chegar aos hangares foi uma aventura em si. “Tivemos de ir sozinhos.” — Afirmou de Rueda. “180 km de estrada na estepe do Cazaquistão e 45 km de caminhada em uma área altamente restrita.”

Uma vez que os hangares se encontram perto de instalações ativas, de Rueda teve de ser extra cuidadoso. “A estepe do Cazaquistão é um ambiente hostil, especialmente durante o inverno. Tivemos de andar longas horas durante a noite fria em terreno enlameado, tentando permanecer invisíveis.” — Acrescentou.

De Rueda afirmou que a segurança se tornou mais apertada entre as suas visitas em 2015 e 2017. “Agora as naves estão ainda mais protegidas.”

Os hangares são grandes, medindo cerca de 150 metros de largura, de acordo com o fotógrafo.

O projeto Buran deu início à construção destas naves em 1980 mas não foram reveladas ao público até 1988.

O primeiro voo teve lugar em novembro de 1988. Porém, pouco depois, o programa foi suspenso.

“O programa era bastante caro e após a queda da URSS foi simplesmente abortado. As naves eram o orgulho do país, agora estão completamente esquecidas.” — Afirmou de Rueda.

As naves já não pertencem ao governo russo. São agora propriedade de uma empresa russo-cazaque. Foram mantidas em muito bom estado.

“As naves e o foguetão estiveram expostos a pó, fezes de pássaros e temperaturas extremas por quase 30 anos. O tempo deixou a sua marca mas tirando isso estão em boas condições.” — Confirmou.

Para de Rueda, o risco da invasão valeu a pena: “Chegar até lá foi realmente difícil mas valeu a pena. Este lugar é irreal.”

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