Como funciona a dupla-utilização de criptomoedas
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20 Julho
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Conheça esta fraude — exclusiva do mercado de criptomoedas

A dupla-utilização, ou o duplo-gasto, de criptomoedas é um potencial problema exclusivo deste «mercado» — uma vez que a informação digital pode ser reproduzida de forma relativamente fácil. As moedas «físicas» não lidam com esta questão pois não são facilmente replicadas e as partes envolvidas em uma transação podem verificar imediatamente a genuinidade das mesmas. Porém, com as criptomoedas existe o risco de o titular realizar uma cópia do token digital — a enviando a outra parte e ficando com a original. Se trata de uma preocupação que envolve todas as criptomoedas visto que carecem de agência central capaz de verificar o uso singular das mesmas.

Porém, consideremos o exemplo da Bitcoin (Bitcoin). A maior criptomoeda do mundo conta com um mecanismo baseado nos registros das transações para verificar a autenticidade de cada uma e evitar a dupla-utilização.

A rede da Bitcoin exige que todas as transações, sem exceção, sejam incluídas em um registro público conhecido como blockchain. Este mecanismo assegura que a parte usando bitcoins é realmente o respetivo titular e combate a dupla-utilização e outras fraudes. A blockchain se vai desenvolvendo à medida que mais e mais transações são adicionadas à mesma — se destacando que as transações que envolvem bitcoins demoram a ser verificadas uma vez que o processo envolve algoritmos complexos, que consomem capacidade computacional significativa. É, assim, extremamente difícil falsificar a blockchain.

Todavia, hackers têm tentado escapar ao sistema de verificação da Bitcoin — contornando os seus mecanismos de segurança ou usando técnicas de dupla-utilização, como o envio de registro de transação fraudulento a uma parte e o envio de outro para a restante rede Bitcoin. Esses estratagemas têm tido apenas sucesso limitado. Na verdade, a maioria dos furtos de Bitcoin conduzidos até hoje não envolveu dupla-utilização: se deveu, essencialmente, ao armazenamento de bitcoins sem as medidas de segurança adequadas.

O maior risco em torno da dupla-utilização é a ameaça de um «ataque 51%», que pode ocorrer se um usuário controlar mais de 51% do poder de computação da rede mantendo a blockchain de uma criptomoeda. Se o usuário controlar a blockchain dessa forma será capaz de processar transferências múltiplas vezes, como se as transações iniciais nunca tivessem ocorrido. Porém, se trata de uma situação custosa e morosa — logo, muito pouco provável de ocorrer.

Fonte: Investopedia

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